Sindicato Rural investe no projeto de Equoterapia em Maracaju

Foto: Vanessa Bordin
Vanessa Bordin
A equipe é formada pelo equitador, uma psicóloga e uma fisioterapeuta, que prestam atendimento individualizado, dependendo do caso de cada praticante
O projeto do centro de equoterapia do Sindicato Rural de Maracaju, em parceria com o Senar, já tem quase quatro anos de funcionamento no município. Com a chegada da pandemia da Covid-19, em março deste ano, a equipe responsável precisou reduzir os atendimentos para manter as regras de distanciamento social. Nas últimas semanas, as aulas foram retomadas e atualmente, 35 praticantes, entre crianças e adultos, recebem atendimentos gratuitos de forma individualizada, garantindo melhor resultado para cada caso.
A equoterapia é um método terapêutico que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência ou com alguma necessidade especial.
Os alunos que chegam ao centro são de pais ou familiares que procuram a equipe diretamente no projeto, indicados ou encaminhados por profissionais de saúde, da Apae e de instituições que atendem pessoas com necessidades especiais, mas segundo a psicóloga do projeto, Laura Rosa de Freitas, é necessário um laudo neurológico, juntamente com encaminhamento médico, para comprovar a necessidade do aluno e para a equipe do projeto avaliar e direcionar o melhor atendimento.
“Nós não classificamos, esse trabalho é para todo tipo de público, que tenham necessidade especial e que tenham encaminhamento para equo, pois tem algumas patologias que não são critérios para equoterapia, e por isso, nós fazemos uma avaliação técnica, comigo enquanto psicóloga, com a fisioterapeuta e com o equitador. É realizada uma triagem e posteriormente, encaminhamos para iniciar no projeto, diz Laura.
O tempo de permanência no atendimento com equoterapia também depende de cada caso. Geralmente, segundo a psicóloga, os praticantes ficam ativos por dois anos. “Tem praticante que a gente vê evolução em seis meses, e outros levam mais tempo, depende da patologia, da assiduidade, e do desenvolvimento pessoal. E para cada praticante a gente tem um modelo de atendimento, atendendo tanto o público cognitivo, quanto o público motor, apesar do nosso centro ter uma particularidade em ter mais casos cognitivos do que motores, mas a evolução que percebemos é bem significativa”, destaca.
O Sindicato Rural disponibiliza uma estrutura com a equipe de profissionais, o uniforme para os praticantes e os cavalos que são destinados e treinados para a equoterapia. Um deles é a égua “Morena”, chamada carinhosamente pela equipe. A previsão, segundo a gerência do sindicato, é poder ampliar esse projeto para 2021, com expectativa de estender os atendimentos à comunidade, formando outras turmas com aulas de equitação.
Realização
Para Laura de Freitas, é gratificante realizar um trabalho como este. “Nós somos imensamente gratos por trabalhar com isso, a equoterapia te transforma como ser humano. Quando a gente vê uma criança ter uma funcionalidade e uma qualidade de vida melhor, o contato com o animal, o lado afetivo e emocional que desenvolve a equoterapia, para nós é muito gratificante”, revela a psicóloga.