Como boas notícias e más notícias afetam sua saúde

Todos os dias, um volume absurdo de notícias ruins rapidamente chegam aos smartphones, laptops, televisores, sites e jornais impressos e online. Quem nunca comentou com um amigo, vizinho, conhecido que a maioria das notícias que circulam “só têm desgraça”?

Boas notícias e más notícias.
Você tem noção do que elas provocam na sua saúde?

Confira aqui um artigo da psicóloga Jodie Jackson, que possui mestrado em Psicologia Positiva, já ministrou palestras sobre o impacto psicológico das notícias no Reino Unido para estudantes de jornalismo e em conferências internacionais.

As descobertas de Jodie, mostram entre outras coisas, que a notícia boa melhora o humor e o otimismo e que a notícia ruim tem efeito pior que a droga. Ela diz: “Há milhares de eventos bons acontecendo todos os dias e apenas alguns são considerados importantes.”

Ela se dedicou a pesquisar o que aconteceria se nós focássemos no positivo, e o que ela encontrou pode surpreender você. No Projeto de Jornalismo Construtivo [que mostra problemas e apresenta soluções], foi descoberto que as notícias positivas podem ter um enorme impacto na sua saúde e no seu estado de espírito, e isso é um fato científico.

É por isso que precisamos de mais [boas notícias]: nunca antes nossas mentes tiveram tanta influência sobre a nossa felicidade como agora, quando vivemos em um mundo baseado em informação cada vez mais virtual.

As notícias negativas servem de propósito para iluminar muitos dos males do mundo, forçando a agenda pública a agir. Mas, há uma necessidade de abordar os efeitos psicológicos potencialmente prejudiciais da negatividade excessiva, especialmente quando a notícia negativa não está servindo a essa função nobre, mas sim a uma decisão comercial tomada para chamar a atenção e não nos informar verdadeiramente sobre uma questão importante.

Jodie observou em primeiro lugar que pessoas que consomem más notícias tornam-se cínicas, desconfiadas e até mesmo paranoicas, em função do foco implacável das mídias, focadas nos problemas e na representação contínua do pior da humanidade. Então ela embarcou em uma busca por notícias positivas e ao mesmo tempo notícias que mantinham ela conecta aos assuntos atuais, ao pesquisar Jodie descobriu que havia sites que se concentravam em notícias positivas, como Headlines for the Hopeful. Ela relatou que se sentiu empoderada e inspirada por todas as notícias positivas que estava lendo e sentiu o desejo de usar esse novo poder para abordar alguns dos problemas com os quais ela foi constantemente foi confrontada.

Mary McNaughton-Cassill, professora da Universidade do Texas-San Antonio, também realizou pesquisas sobre a relação entre consumo de notícias e ansiedade e concluiu que essas notícias negativas levam a níveis aumentados de desamparo, desesperança, depressão, isolamento, ansiedade, desprezo e hostilidade para com os outros, dessensibilização da informação apresentada e eventual desengajamento.

No Brasil há sites especializados em boas notícias, Só Notícia Boa é um deles, você pode conhecer acessando www.sonoticiaboa.com.br;  No portal G1 – há uma página específica como Olha que legal e no MSN você poderá conhecer através da página Boas notícias – Fatos para inspirar o seu dia.

Mary McNaughton-Cassill, professora da Universidade do Texas-San Antonio, também realizou pesquisas sobre a relação entre consumo de notícias e ansiedade e concluiu que essas notícias negativas levam a níveis aumentados de desamparo, desesperança, depressão, isolamento, ansiedade, desprezo e hostilidade para com os outros, dessensibilização da informação apresentada e eventual desengajamento.

Nota-se com clareza que ler notícias que se concentram em soluções, conquistas e construção da paz podem levar a níveis elevados de otimismo, esperança e autoeficácia, onde as pessoas acreditam que o mundo pode melhorar e elas se sentem capacitadas para contribuir, além disso, as boas notícias melhoraram os níveis de humor, perspectiva, fé restaurada na humanidade, níveis mais elevados de enfrentamento ativo e maior engajamento.

Ler de tudo

É importante notar que relatar notícias positivas não exige que ignoremos notícias negativas; Em vez disso, exige que não ignoremos notícias positivas.

Notícias positivas e negativas não devem competir, mas coexistem. Precisamos perceber as conquistas do mundo ao lado das falhas para informar e entender o mundo com mais precisão.

As instituições de mídia devem informar a fraqueza, os sucessos, as falhas, a excelência humana, como a corrupção e o escândalo, apontando soluções e acima de tudo, o progresso.

Com base no artigo extraído do HopefulHeadlines, traduzido por Andréa Fassina

Dafne da Veiga Ribas

Ariana, mãe, nutricionista, espiritualista, diretora comercial na Rádio Cidade Maracaju e Jornal Maracaju Hoje e administradora do perfil @viver.em.harmonia no Instagram