CNA debate ações de desenvolvimento para agricultura irrigada

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) representou o setor privado no debate sobre as ações do poder público para o desenvolvimento da agricultura irrigada no Brasil ontem (23/4). Promovido pelo Instituto de Pesquisa e Inovação na Agricultura Irrigada (Inovagri), o evento foi transmitido ao vivo pelo canal do Instituto no Youtube.

A live discutiu o uso sustentável da água para geração de emprego e renda, a expansão da área irrigada para atender a demanda por alimentos até 2050, segurança jurídica para o produtor, além da necessidade da assistência técnica e capacitação para produtores.

O coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Filho, destacou o trabalho representativo da Confederação em relação às demandas dos produtores e falou ainda sobre a perspectiva dentro da porteira, relacionada ao que o produtor rural espera do poder público, como representação, competitividade, capacitação e incentivos para o desenvolvimento da irrigação no campo.

“O produtor necessita da água para garantir a segurança alimentar e o desenvolvimento regional, econômico e humano. A irrigação permite que o produtor consiga ser produtivo sem avançar em novas áreas”, afirmou Filho.

O coordenador de Sustentabilidade da CNA ressaltou a importância do diálogo entre produtor e governo, além da participação do produtor nos conselhos de recursos hídricos. Para Filho, o diálogo permite o melhor desenvolvimento da atividade agropecuária.

“A irrigação é um instrumento necessário para o desenvolvimento da agricultura brasileira. É um insumo que ocupa grande parte dos gastos da produção, por isso, é importante garantir a segurança da produção, promovendo meios para que o produtor use a irrigação de forma sustentável.”

Nelson Filho abordou ainda a importância do uso e reuso da água para a agricultura, porém, ressaltou que ainda é necessário regulamentar a atividade. Além disso, destacou a importância dos incentivos ao uso da agricultura irrigada como energia solar, licenciamento ambiental, outorga e regulamentação do Código Florestal.

Da redação